" Ninguém conquista a Sabedoria sem Aprender o Valor de Cada Sentimento "
Do livro "Nada é por Acaso" de Zibia Gasparetto, pag.: 254.
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“ Durante a viagem de volta de Zurique a Praga, Tomas sentiu-se mal com a idéia de que seu encontro com Tereza tivesse sido resultado de seis acasos improváveis.
Mas, muito pelo contrário, será que um acontecimento não se torna mais importante e carregado de significados quando depende de um número maior de circunstâncias fortuitas?
Só o acaso pode ser interpretado como uma mensagem. Aquilo que acontece por necessidade, aquilo que é esperado e que se repete todos os dias, não é senão uma coisa muda. Somente o acaso tem voz. Tentamos interpretar o acaso como as ciganas lêem no fundo de uma xícara o desenho pela borra de café.
A presença de Tomas no restaurante foi para Tereza a manifestação de um acaso total. Estava sozinho numa mesa diante de um livro aberto. Levantou os olhos para ela e sorriu: - Um conhaque, por favor.
Nesse momento o rádio tocava uma música. Tereza foi buscar o conhaque no bar e girou o botão para aumentar o volume. Havia reconhecido Beethoven.
(...)
Em seguida, o farmacêutico convidou os músicos para jantar e chamou a ouvinte desconhecida para juntar-se a eles. Desde desse dia em diante Beethoven tornou-se para ela a imagem do mundo ‘do outro lado’, a imagem do mundo ao qual aspirava pertencer. No momento, enquanto voltava do balcão com o conhaque do Tomas, esforçava-se para decifrar esse acaso: como era possível que, no exato instante em que preparava para servir o conhaque a esse desconhecido que lhe agradava, estivesse ouvindo uma música de Beethoven? O acaso tem suas magias, a necessidade não. Para que um amor seja inesquecível, é preciso que os acasos se juntem desde o primeiro instante, como os passarinhos sobre os ombros de São Francisco de Assis. ”
Do Livro “ A Insustentável Leveza do Ser “ de Milan Kundera, pág.: 54-55.
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Do livro "Nada é por Acaso" de Zibia Gasparetto, pag.: 254.
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“ Durante a viagem de volta de Zurique a Praga, Tomas sentiu-se mal com a idéia de que seu encontro com Tereza tivesse sido resultado de seis acasos improváveis.
Mas, muito pelo contrário, será que um acontecimento não se torna mais importante e carregado de significados quando depende de um número maior de circunstâncias fortuitas?
Só o acaso pode ser interpretado como uma mensagem. Aquilo que acontece por necessidade, aquilo que é esperado e que se repete todos os dias, não é senão uma coisa muda. Somente o acaso tem voz. Tentamos interpretar o acaso como as ciganas lêem no fundo de uma xícara o desenho pela borra de café.
A presença de Tomas no restaurante foi para Tereza a manifestação de um acaso total. Estava sozinho numa mesa diante de um livro aberto. Levantou os olhos para ela e sorriu: - Um conhaque, por favor.
Nesse momento o rádio tocava uma música. Tereza foi buscar o conhaque no bar e girou o botão para aumentar o volume. Havia reconhecido Beethoven.
(...)
Em seguida, o farmacêutico convidou os músicos para jantar e chamou a ouvinte desconhecida para juntar-se a eles. Desde desse dia em diante Beethoven tornou-se para ela a imagem do mundo ‘do outro lado’, a imagem do mundo ao qual aspirava pertencer. No momento, enquanto voltava do balcão com o conhaque do Tomas, esforçava-se para decifrar esse acaso: como era possível que, no exato instante em que preparava para servir o conhaque a esse desconhecido que lhe agradava, estivesse ouvindo uma música de Beethoven? O acaso tem suas magias, a necessidade não. Para que um amor seja inesquecível, é preciso que os acasos se juntem desde o primeiro instante, como os passarinhos sobre os ombros de São Francisco de Assis. ”
Do Livro “ A Insustentável Leveza do Ser “ de Milan Kundera, pág.: 54-55.
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