quarta-feira, 28 de março de 2007
Uma história de fé
Quando a revolução comunista, no ano de 1919, criou uma situação política muito
ruim, na Rússia, uma extraordinária jovem de apenas 20 anos decidiu abandonar o
seu país.
Seu nome era Catarina de Hueck e ficou conhecida somente pelo seu título, a
baronesa.
Chegou a Londres grávida do primeiro filho e sem recursos. Um tio que residia na
América do norte lhe falou de Nova Iorque, onde a riqueza era tanta que os
dólares caíam das árvores e ela foi viver em Nova Iorque.
Trabalhou numa lavanderia onde ganhava oito dólares, dos quais mandava dois para
o marido e o filho que tinham ficado no Canadá.
Tentou escrever para jornais, contando casos de guerra da Rússia que tão bem
conhecia, mas ninguém se interessou.
Buscou uma instituição de caridade onde foi maltratada e humilhada. Nesse dia,
pensou em se suicidar. Dirigiu-se até o rio Hudson e ficou olhando as águas. Foi
quando ouviu uma voz: “ei, loirinha, o que você está fazendo aí?” Era um
motorista de táxi. “quer que eu a leve para algum lugar?”
Ela respondeu: “não tenho para onde ir, nem dinheiro para pagar o táxi.”
“Diga a verdade”, continuou o homem, “você estava pensando em pular na água.
Nota-se pela sua cara de fome.”
Ele a convidou para comer um hambúrguer. Ela desconfiou. Ele insistiu. Era um
pai de família e religioso praticante.
Ela foi para a casa dele e passou dois dias com sua família. Depois, ele lhe
emprestou dinheiro para pagar a pensão.
Ela voltou a procurar emprego e, no frio da manhã, foi orando: “meu Deus,
perdoa-me aquele pensamento de desespero ao lado do rio. Ajuda-me a arranjar um
emprego.”
Naquele momento, um vento forte lhe lançou no rosto um pedaço de papel. Era uma
folha de anúncios de jornal, pedindo empregadas domésticas.
Catarina se animou. Era a primeira vez que ela via uma resposta a uma oração em
vez de vir do céu, vir do chão, trazida pelo vento, num pedaço sujo de jornal.
Ela pensou: “Deus é muito estranho mesmo. Manda motoristas de táxi atrás de uma
jovem desesperada, fala na voz dos ventos, e responde até pelo jornal.”
Mais tarde, se tornou rica proferindo conferências pela América, contando a sua
história.
Em outubro de 1930 ela fundou as casas da amizade e mais tarde, numa ilha que
lhe foi doada, no Canadá, o Madonna House, uma obra que ampara criaturas
necessitadas.
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