Na procissão desesperada dos aflitos,
escorraçados pelo açoite das promessas,
segue a lamúria, segue a dor e segue o pranto,
na reza atônita que abisma as emoções.
Quais trapos vivos que outros trapos repudiam,
olhos profundos pela insônia repetida,
vão-se no atroz revezamento da vigília,
buscando ao longe a luz de novas esperanças.
Nessa ginástica de olímpica cruzada,
aproximando-se aos funéreos vendavais,
caminha o séqüito faminto e pessimista.
Na sorumbática e espantosa osteografia,
vai-se o epidérmico chocalho de ossos vivos,
na monolítica sinfônica da fome!
(Do livro “Quarenta Sonetos sem Pecados” ,150 páginas, segunda edição, Editora Zen – Rio – 2007)
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***Quais trapos vivos que outros trapos repudiam,***
"Não sejas repudiante diante daquele que tem fome!!!"
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